terça-feira, 24 de julho de 2018

Incrível
Incrível, como se olhar atentamente, as gotas de chuva descem delicadamente até chegar ao meu rosto, mas ao mesmo tempo essa delicadeza me machuca no meio de uma tempestade.
Incrível, como um tapa faz meu rosto arder e a vontade de chorar se tornar imediata, mas é esse mesmo tapa que me traz a realidade e lucidez.
Incrível, como olho para o céu e com todo meu coração faço um desejo as estrelas, sei que são apenas satélites flutuando em nossa orbita.
 Incrível como a vida funciona.

quarta-feira, 16 de maio de 2018


Um Guarda-chuva
Certa vez uma doce menina que amava tudo e todos ao seu redor, até a chuva e não se importava em se molhar, adorava a sensação de se sentir livre, mas os outros ao seu redor sempre a julgavam –Está sempre molhada! Parece uma maluca rindo enquanto corre na chuva! - E de tanto falarem... ela comprou um guarda-chuva.
Era um lindo guarda-chuva, colorido e divertido, a doce menina pensava que era o ideal para ela, e logo ao enfrentarem a primeira chuva juntos ela ficou certa disso. Porém com o passar do tempo ela percebeu que não possuía um guarda-chuva qualquer ou sequer possuía ele, ele a possuía quando falava e mandava na menina.
O Guarda Chuva não gostava quando era esquecido no fundo da bolsa enquanto ela corria divertindo-se na chuva –Vão pensar que você não possui guarda-chuva-  ou – Sou o único que quer seu bem, a chuva ira lhe deixar doente e na pior- ele dizia enciumado.
Quando ela protegia seus amigos mais próximos embaixo do que ela pensava ser seu guarda-chuva e seu protetor, ele se fazia de teimoso, não querendo abrir e deixando a agua molhar as pessoas que deveriam ser protegidas.
Mas o guarda-chuva era muito esperto e toda vez que caminhavam juntos na chuva ele dizia – Possuo um sonho que só você e apenas você pode me ajudar a realiza-lo...       Quero voar como um pássaro, mas não posso ir sozinho, preciso de você pra isso... Me ajudaria a realizar meu sonho meu amor?-. Ele repetia isso toda vez que estavam juntos, mas a doce menina tinha medo, medo de altura, medo de cair e ele não ser capaz de segura-la... Mas com toda a persistência ela concordou com a proposta.
Sendo assim, subiram até o precipício mais alto enquanto caía a chuva mais forte, ela logo quis desistir de toda a ideia –Vamos embora, é muito alto e não quero isso-. Mas, ele fingiu que não ouviu, e na primeira ventania saiu puxando a menina que nem tentou fugir de tanto que o amava, gostaria de realizar seu sonho mesmo sendo contra sua vontade. Logo ela foi suspensa no ar, o guarda-chuva gritava, comemorando seu sonho prestes a se realizar.
Até que, no meio do caminho para o céu, ele a largou, ela tentou se segurar, mas ele a ignorou. E enquanto caia na escuridão em meio a chuva ela percebeu que, ele só a queria para o ajudar a realizar seu sonho, mas não a queria na hora que fosse realizado.
A menina doce e risonha, não sorria mais, não amava mais e tudo a chateava, principalmente sua antes amada chuva, ela não usava mais guarda-chuva mas sim uma triste capa de chuva, sem cor, sem vida igualmente como a menina.